O MEU DESEJO DE SER TOCHA
Um convite para lembrar que todo caminho de luz começa com uma decisão.
Eu sempre soube que nasci para iluminar caminhos? Conscientemente não. Eu demorei para entender que a luz não era algo que eu precisava conquistar. Era algo que eu precisava permitir. Durante muito tempo, tentei caber. De tudo que era jeito. Em silêncios apertados, em espaços onde a minha sensibilidade parecia demais, onde minha profundidade era lida como exagero, onde minha intuição não encontrava tradução. Meu sol oculto em aquário, denunciava claramente a rebeldia diante das coisas que o mundo abraçava com seu inconformismo, e eu negava com a sabedoria da minha luz. Essa luz que sempre soube, mas infelizmente, durante um tempo se diminuiu para caber.
Mas algo em mim nunca se apagou. Um brilho persistente. Um chamado antigo e constante. Uma lembrança sutil de quem realmente sou. E então, eu entendi: EU NÃO VIM PARA SER DISCRETA. EU VIM PARA SER TOCHA. Não a tocha que queima, mas a tocha que guia, que aquece, que clareia o próprio caminho e, ao mesmo tempo, ilumina o de quem passa por perto. Ser tocha é um desejo que não nasce do ego, nasce da alma. É o desejo de atravessar a vida acesa, viva, desperta, consciente, permitindo que o que eu descubro dentro de mim transborde em forma de palavra, de presença, de escrita.
Ser tocha não é sobre brilhar mais que alguém. É sobre lembrar que luz compartilhada nunca se divide, se multiplica. É sobre ser caminho para quem está cansado. É sobre ser pausa para quem está perdido. É sobre ser abraço para quem está em sombra. É sobre ser verdade para quem está buscando. Meu desejo de ser tocha não é vaidade. É serviço. É entrega. É memória do que sempre fui e esqueci por um tempo.
E agora, aqui, neste espaço que nasce, eu me permito acender por inteiro. Para que a minha luz encontre outras luzes. Para que minhas palavras encontrem outras almas. Para que minha consciência desperte outras consciências. Para que quem me lê sinta, dentro de si, aquilo que sempre esteve lá, mas precisava de uma faísca para despertar.
Esse blog é essa faísca. E eu? Eu sou a tocha que escolhe estar acesa. Com verdade. Com amor. Com coragem. E com profundo desejo de iluminar quem precisa caminhar comigo por um tempo.
Seja bem vindo (a). Sente-se. Respire. Aqui, a luz é viva. E é para você.




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